terça-feira, 31 de julho de 2012

Sementeira de Rosas do Deserto

(http://aidobonsai.files.wordpress.com/2010/11/02.jpg)

Depois das sementeiras em devido tempo e das estacas colocadas, virei-me agora para a sementeira de exóticas, o que vozes avisadas me dizem não ser muito curial, mas tenho certo feeling que me faz lembrar essa actividade apenas no Verão.

Talvez, ou por certo, associe que as exóticas, geralmente tropicais, gostam é do tempo quente, daí acordar para o fazer nesta época.

É certo que o frio vem depressa e depois vou ter problemas com o transplante e com a sobrevivência dos pequenotes, mas, que diabo, cá me hei-de arranjar, com estufa improvisada ou acautelando-os sob um qualquer tecto ou abrigo. 

Adenium Obesum, vulgo rosa do deserto:

Com a técnica barata do garrafão de água cortado ao meio, coloquei terra normal e areia do rio a 50%, na parte inferior do conjunto, fiz furos de drenagem em baixo e humedeci o substrato sem encharcar.

Depois de hidratar em água por quatro horas, pressionei ligeiramente as seis sementes da embalagem "mix", comprada via web, por forma a apenas as encaixar no substrato, deixando-as à vista.

 Antes de colocar a metade superior, onde fiz uns pequenos cortes para facilitar o encaixe, fiz uma ligeira pulverização de água.

O recipiente deve mostrar-se embaciado, com umas gotículas da transpiração. Se assim não for pode fazer-se mais umas ligeiras pulverizações sobre as paredes interiores.

 No meu caso, ao terceiro dia já tinha uma semente a germinar e, sucessivamente foram germinando mais três, sendo que as outras duas foram naturalmente consumidas por fungos.

Agora venho a observar o crescimento das barrigudas, que me parece bem mais lento do que inicialmente.

 Agora vou abrindo por momentos a tampa do garrafão para arejar as plantas, indo evoluindo até à retirada da parte superior e posteriores banhos de sol matinais, com moderação, quando apresentarem dois pares de folhas.

Segundo o que li, creio que com cerca de 90 dias se procederá ao seu transplante para vasos individuais.

Entusiasmado, mandei vir mais sementes, incluindo obesuns red e super black, que já semei, basicamente com o mesmo sistema, mas, desta vez, em pequenas tijelas de plástico, colocando película aderente após a sementeira.



Ei-las:
As sementes bem visíveis e data da sementeira das obesum super black, sob a película, sendo que verifiquei há pouco a germinação de duas das sementes, apenas com três dias em estufa.

Os Mirtilos:

Julgava que tinha mirtilos aqui no quintal, mas, recentemente, descobri, através de pessoa mais avisada, que tinha murtas (myrtus communis) e não mirtilos (Vaccinium myrtillus L.)

Como não consegui, até hoje, encontrar uma planta de mirtilo, comprei as bagas, bem caras, com o intuito de aproveitar as sementes.

Tive uma trabalheira, mas com o bico da navalha lá consegui extrair os seres microscópicos ao lado, que semeei, no mesmo dia,  também numa pequena tijela.

Entretanto, com agrado, verifico que as plantas recentemente transplantadas, oriundas dos meus alporques, estão a ir muito bem, nomeadamente esta dama da noite que, inclusive, já tem flores abertas. Para quem conhece exalam um perfume adocicado, muito activo.Sei que para bonsai estas flores deveriam ser mais pequenas, mas julgo que, trabalhando-a, irei conseguir. É que chegou ao vaso com a força da planta mãe, enquanto as folhas se ressentiram e caíram, verificando-se agora que estão a brotar bem mais pequenas, já em jeito do efeito da técnica bosaísta.

Abaixo Adenium obesum em natureza:
(https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrMy0gcYxQIJ1llK3F2g_bMVIRoz5XKAZey9GJEU1dq6eJYkes7M4Be_09q7tB6hd6OaftXdB6dXAo5rm8w0x9pDWuSGYHhhOYPdzBIRikl7HLcCh_aWXmvAui74gl72y3Tqkbubu9Qeo4/h120/adenium-obesum-06.jpg)

  

domingo, 8 de julho de 2012

Ninho de melros no meu azevinho

Casal de melros
(http://animais.clix.pt/foto.wallpaper.php?f=3166&l=1600&sc=3)
OS MELROS

  Os melros aqui no bairro, sendo selvagens, cada vez mais se estão a habituar à nossa convivência.
   Hoje em dia, por aqui, os gatos domésticos, que também proliferam, serão o seu pior predador, porquanto creio que o homem já não lhes dá caça para consumo.
   Sei que há quem goste de os ter em cativeiro e, por isso, existe o mau costume de os raptarem enquanto jovens, em pleno ninho.
   Pessoalmente, prefiro vê-los e ouvi-los em liberdade.

Os ninhos

   Quase todos os anos procriam verdilhões na minha urze e no diospireiro, o que me dá especial regozijo, especialmente se as crias conseguem voar em segurança, sem que os gatos as cacem.
    Quando tínhamos a safira, a nossa gata assassina, nenhum pássaro procriou ou sequer se atreveu a pousar no quintal.
Azevinho(Ilex Silver queen)
   Agora , com o seu desaparecimento, é vulgar ver todas as espécies de aves a debicar no chão ou a comer pequenos insectos nos hortícolas. Sendo observados uns descarados melros (talvez um casal) a escavar no solo, em busca de minhocas, sem qualquer respeito pela nossa proximidade.

  Recentemente, um melro foi visto pousado no azevinho, aparentemente a alimentar as suas crias.
   A partir da varanda, ao nível do gradeamento, verifiquei tratar-se realmente de um ninho de melro, mas vazio e absolutamente limpo, sem vestígios de matéria fecal, logo um ninho novo na sua fase final de construção. Provavelmente obra de um casal novo ou a segunda nidificação, por contingências que desconheço.
   Com cuidado, e porque a ave não estava lá, afastei a ramagem e lá consegui a foto ao lado, sem que antes escapasse a uns arranhões, já que o ninho está num local muito fechado e esta espécie de azevinho é muito áspera. 
    
    Como tenho umas plantas na varanda, nomeadamente os gojis, o calamondin e outras exóticas, regularmente preciso utilizar aquele espaço, para os cuidar, o que perturba a fêmea, que se escapa, porém cada vez menos assustada, o que será normal, pois estou em crer que ela fez ou ajudou o macho na construção do ninho já com estas intermitências pontuais.
Assim, tenho vindo a bisbilhotar o ninho e seu conteúdo, vindo a constatar a existência de um, dois e hoje três ovos, apenas reportando fotograficamente a partir de duas unidades, o que sucedeu ontem, sendo que, na manhã de hoje, já tinha três ovos.


Ontem
Manhã de hoje

   Presumo que a postura será de quatro ou cinco unidades (geralmente 4) e vou continuar a fazer a minha observação e reporte, com a maior discrição, por forma a que a fêmea não enjeite.


 Conforme a evolução, assim irei aqui fazendo aditamentos.


    Ah... Espero poder fotografar/filmar as futuras crias já desmamadas, a ensaiarem o primeiro voo.


..........
Conforme prometido:




No dia 17JUL teria ocorrido o "parto" da primeira ave, situação que só ontem verifiquei com a "revelação" da foto.


Ontem, quando fui regar os gojis, suspeitei de algo, já que tínhamos observado certa azáfama dos melros. Depois verifiquei que a melra não estava no ninho e, ao afastar a áspera ramagem do azevinho, estes dois "rapazotes" reclamaram-me comida, por demais...


Afinal a postura foi apenas de três unidades, o que, segundo algumas opiniões, é normal e deve corresponder à segunda nidificação do casal.


Nesta foto podemos ainda verificar a existência de um ovo, que gostaria que viesse a eclodir, no tenho certas dúvidas, mantendo, porém, alguma esperança até ao fim do dia de hoje, caso contrário poderemos considerar que o ovo chocou (abortou).


Como o macho chilreava por perto, concluí a rega apressadamente e saí da varanda.


Já agora fica foto dos gojis do meu contentamento, que me presentearam já com vários exemplares, fruto da minha iniciativa, no ano passado, quando semeei algumas sementes das bagas secas que comprei para consumo, no supermercado. Ei-las:


Estas estão muito próximo do ninho.

Anteontem, 30 de Julho, fiz nova foto ao conteúdo do ninho, coisa que também fizera há quatro dias mas a foto ficou desenquadrada, por isso não coloquei.


Sucede que não tenho amplitude corporal para poder observar o conteúdo do ninho. Por isso, elevo o braço e foco meio à sorte, como fiz desta vez mas com mais eficácia, já que temos um matulão bem colocado na foto abaixo, que, presumo, deixará o ninho muito em breve.


Eram duas crias e penso uma delas esteja aqui meio camuflada. Aparentemente está aqui apenas um, mas o volume é demasiado grande e julgo que o segundo tenha a cabeça em baixo, oculta, virada para cá. Veremos.

Olha só que matulão
Ontem estivemos fora, por isso não sei se a rapaziada já zarpou. Mais logo, durante o dia, verei.





Pela manhã de 31JUL12, fui espreitar e verifiquei, conforme foto acima, que estavam ainda os dois no ninho, ambos virados para cá.


Ao fim da tarde, ao pisar a varanda para ir regar os gojis, fugiram os dois acompanhados de um dos progenitores.


Fiquei intrigado, pois, de manhã, para fotografar, estive com as mãos bem perto deles e tive que afastar a ramagem do azevinho, sem que se mexessem ou mostrassem qualquer incómodo.


Acalentei que era aquela a sua hora de saída, até porque um dos pais seguiu junto.
Por me parecem algo imberbes, ainda apanhei um do solo, que tentei recolocar na árvore. Sem êxito, pois voou de imediato.
 
Eventualmente o mártire


À noite, quando estava na colectividade, recebi informação de que o Xico acabara de matar um deles, aqui no quintal, o que não seria previsível, já que lhe dera algumas instruções para que o não fizesse, no entanto mesmo já velho e surdo, não se sabe bem como nem porquê, o acabou por o caçar.
Xico, sobejamente inteligente, não faz nem nunca fez mal absolutamente nenhum aos animais domésticos, mesmo coelhos e, pelos vistos, não interpretou o melro como doméstico.


Fiquei com muita pena, mas para o Xico, nos seus mais de catorze anos e meio e cheio de problemas inerentes à idade, o ter pegado no solo, também o melro teria poucas hipóteses de escapar aos gatos naquela noite.


Quero crer que o irmão escapou, pois vimo-lo ainda ontem a voar, embora mal, acompanhado do progenitor.